Sem falso lirismo:
a vida fica mais linda
à beira do abismo.”
Vertigem, José H. Calazans 
A manchete era negra e rubra como um dia em luto. Dizia algo com letras grosseiras e grandes, mas caprichosas, como de praxe no mundo jornalístico. Estava escrita na primeira página do jornal acinzentado, dizia “Corações em Liquidação”, aquilo era um costume de 1° de Abril. Todos os anos, no primeiro dia do quarto mês, uma mentira era estampada como notícia principal. Mas aquilo estava errado, obviamente a manchete falava de algo que era verdade, mas quase ninguém reparou. Eu reparei, era necessário que eu notasse aquilo. Eu já havia tentado vender meu coração diversas vezes, não por dinheiro e capital, afinal eu não sou nenhum devasso que repousa em recantos de bordel. Eu sou um moço direito, mas já tentara vender meu coração, negociá-lo por carinhos e carícias, fazer escambo em busca de abraços e aconchegos, ou simplesmente arrendá-lo por vãs ilusões e prazeres carnais. Nada deu certo, pois é impossível vender corações, é possível apenas entregá-lo nas mãos de um alguém, e pedir aos céus que tudo dê certo. E nunca isso funciona. Eu sou testemunha disto.”
Jornal Rasurado 
Temos o costume de chorar a morte das flores que nunca tivemos tempo de regar.”
Thiago Grulha  
E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não consegui; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativas frustradas tentou até amar… Pois bem, não consegui, e aqui está.”
Dom Casmurro (via aturdir)

sokanu:

By Sara Halickman

Anyone who knows me knows I love to eat and cook (also a reason why anyone who knows me also knows that I am a very regular gym-goer). I’ve always been an adventurous eater thanks to a pact my parents made with me at the age of three when I swore I would try everything…

obsessee:

Ashleigh Good by Charles Howells for Black No. 17

— Como se sente?
Suspirou.
— Ainda devo sentir?”
THEME